O governo liberou, nesta terça-feira (3), R$ 9,8 bilhões do Orçamento federal para gastos dos ministérios. Esse valor faz parte do total de R$ 12,8 bilhões que foi anunciado pelo Ministério do Planejamento na semana passada. Segundo a pasta, o desbloqueio foi feito para pagamento de diversas despesas dos órgãos públicos, incluindo projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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Uma portaria publicada hoje no Diário Oficial da União informa que o maior alívio será dado ao Ministério da Defesa, de R$ 2,117 bilhões. Deste montante, R$ 1,1 bilhão será para obras da pasta que estão dentro do PAC. Em segundo lugar na lista de beneficiados está o Ministério da Integração Nacional, com R$ 1,198 bilhão. Neste caso, uma parte dos recursos será para o pagamento de carros pipa que fornecem água para diversos municípios da região Nordeste.

Em terceiro lugar na lista de liberações ficou o Ministério das Cidades, com R$ 923 milhões, seguido por Transportes, Portos e Aviação Civil, R$ 892 milhões. De acordo com a portaria, R$ 3,931 bilhões do valor desbloquado será para projetos do PAC.

A liberação dos valores, que ocorre em meio à tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer no Congresso Nacional, deve socorrer imediatamente os ministérios diante do risco real de “apagão” na máquina pública.

A portaria traz o valor liberado por ministério, sem especificar os programas beneficiados, mas o dinheiro já foi “carimbado” durante as negociações entre a área econômica e as pastas que receberão o recurso. O governo pretende garantir o uso dos valores na manutenção de atividades de programas prioritários, como segurança pública e contratações de carros-pipa para abastecimento de água em áreas remotas.

Na “disputa” por dinheiro na Esplanada dos Ministérios, os pedidos por mais verba chegaram a R$ 30 bilhões, um valor impossível de ser atendido diante dos R$ 12,824 bilhões desbloqueados. Os recursos foram direcionados inicialmente para uma reserva para que o governo pudesse analisar os pedidos das pastas. Com a portaria desta terça, ainda restam nessa poupança cerca de R$ 3 bilhões, que poderão ser distribuídos posteriormente após a avaliação de demandas ainda pendentes.