A 4ª Caminhada em Referência à Luta Antimanicomial acontece nesta sexta-feira (18) em Santa Bárbara d’Oeste – em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado na mesma data. Pacientes, familiares e população em geral caminharão pelas ruas da cidade, trazendo temas referentes à Saúde Mental, como culturas da internação e supermedicalização, internação compulsória, dependência química, infância e adolescência, Rede de Atenção Psicossocial e rede intersetorial.

A saída pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) II, localizado na Rua Floriano Peixoto, 5, Vila Balan, nas proximidades do Centro Social Urbano, está programada às 9 horas com chegada à Praça Central. Na chegada, haverá apresentações dos alunos da APAE “Grupo Rodarte”, Grupo de Conto – CAPS AD e Grupo Dançaterapia, além da participação Feira do CAPS.

O evento em Referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial é uma manifestação contra a violência, maus tratos, aprisionamento, abandono, negligência e discriminação. Está em consonância à Reforma Psiquiátrica, que tem como princípios: Liberdade, Autonomia, Dignidade e Direitos Humanos, Convívio Social e Familiar, em um novo olhar para tratamento do sofrimento, que é a Atenção Psicossocial.

Saúde Mental de S.Bárbara é referência

Santa Bárbara d’Oeste terá, em breve, um novo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) do Jardim Fernando Mollon. Localizado na Rua José Fernando Mollon, esquina com a Rua Ernesto Rossi, o prédio possui 673 metros quadrados de construção e é composto por sala de espera, recepção/atendimento, sala de arquivo, sala administrativa, consultórios, sala de medicação, posto de enfermagem, quartos coletivos com banheiro, sanitários adaptados, refeitório, vestiários, copa, cozinha, sala de atividades coletivas, espaço externo coberto para atividades, entre outras dependências.

Outro exemplo é o Projeto “Construção da RAPS – Rede de Atenção Psicossocial” de Santa Bárbara d’Oeste que foi destaque durante o 33º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, realizado na semana passada em Brasília. Implantado em 2013, o projeto da RAPS trouxe como principais resultados a diminuição de internações psiquiátricas em 75%, com a saída de um modelo exclusivamente ambulatorial e manicomial para um modelo preconizado pela Reforma Psiquiátrica e de acordo com as Políticas Nacionais em Saúde Mental.