De maneira inédita, a Prefeitura de Campinas assinou acordo de cooperação técnica para a criação de um modelo de Mobilidade Elétrica no sistema de transporte público coletivo municipal.

Foto: Vice-presidente da BYD, Stella Li: cidade sustentável | Crédito: Luiz

Esse é mais um passo na efetiva construção de uma Mobilidade Urbana Sustentável no município, gerando uma ação positiva para o meio ambiente e, também, aos usuários do transporte.

A assinatura do convênio ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 14 de março, na Sala Azul do Paço Municipal. Participaram o prefeito Jonas Donizette; Stella Li, vice-presidente da BYD Global; Tyler Li, presidente da BYD Brasil; Luis Henrique Ferreira Pinto, vice-presidente de Operações Reguladas da CPFL Energia; Carlos Zamboni Neto, diretor-presidente da CPFL Paulista e Pirassununga; Carlos José Barreiro, secretário de Transportes e presidente da Emdec; secretários municipais, vereadores e convidados.

O prefeito Jonas destacou que “estamos vivenciando um momento de substituição do combustível fóssil por fontes de energia limpa; e a adoção de ônibus não poluente representa um novo modelo de cidade que está sendo criado”. Para o prefeito de Campinas, o acordo de cooperação técnica representa “a oportunidade de colocar no papel algo que funcione para a vida das pessoas e, inclusive, pode servir de modelo para outras cidades brasileiras”.

Pelo acordo assinado, a Emdec será responsável por fornecer informações referentes as linhas de ônibus, trajetos, quantidade de veículos e custo da tarifa. Cabe a BYD fornecer informações referentes a ônibus elétricos (produção, custo, manutenção e infraestrutura para recarga). Já a CPFL fornece informações sobre a infraestrutura elétrica necessária para o carregamento dos ônibus.

No evento, Stella Li destacou que “Campinas constrói seu sonho, se tornando uma cidade sustentável”. E o vice-presidente da CPFL pontuou que a empresa tem um grande desafio, “de suprir a energia elétrica para um projeto audacioso, que tem uma visão de futuro”.

O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, explicou que os resultados do trabalho já serão utilizados pela Emdec na futura “Área Branca” e no BRT. A chamada “Área Branca” será uma área na região central, com aproximadamente 3 km² e perímetro de 7 km. Terá a circulação de veículos do transporte coletivo somente movidos por energia limpa.

“Campinas terá um sistema de mobilidade inovador, que atenda todos os cidadãos, aumentando as possibilidades de escolhas para os deslocamentos das pessoas na cidade, com transporte público confiável e seguro, utilização de mobilidade ativa e redução nas emissões de poluentes”, afirmou Barreiro.

O contrato terá vigência de seis meses, podendo ser aditado. Ele prevê reuniões presenciais a cada 15 dias, para apresentação de resultados, esclarecimento de dúvidas e encaminhamento de novos estudos. Também estipula uma apresentação de relatório conclusivo, no final de junho de 2018.

Mobilidade Elétrica em Campinas

Campinas já possui 13 ônibus elétricos em operação no sistema de transporte público coletivo; e três táxis elétricos em circulação. A região de Campinas possui 10 eletropostos, que são pontos de recarga para veículos elétricos. Desse total, oito estão instalados no perímetro urbano.

Os ônibus elétricos são modelo urbano, com piso baixo. O veículo não emite poluente e não precisa de sistema de rede eletrificada. A autonomia é superior a 250 km, podendo chegar a 300 km. A recarga da bateria é feita durante a noite, na garagem, por um período de quatro horas, para 100% de recarga.

O ônibus possui motores elétricos no eixo de tração, o que torna o carro com baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros. O coletivo tem 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura e 3,36 metros de altura. A velocidade máxima atingida é de 90 km/h, mas pode ser limitada eletronicamente.

O ônibus é acessível, com área reservada para uma cadeira de rodas.

Transporte Público

O sistema de transporte público coletivo de Campinas possui 1.142 ônibus em operação. Desse total, 966 são acessíveis, representando 84,6% da frota.

São mais de 200 linhas municipais, cerca de 610 mil passagens registradas pelas catracas por dia útil. Além de 12 terminais urbanos; há 5,1 mil pontos de ônibus.