A Ceasa Campinas será tema do Festival Hercule Florence de Fotografia 2018. É a primeira vez que uma central de abastecimento será foco dos fotógrafos que participam do festival, realizado anualmente em Campinas e que atrai profissionais de várias regiões do País. A apresentação do “Foto Ceasa – Festival Hercule Florence: exposição, workshop e caminhada” foi feita na manhã desta segunda-feira, 2 de abril, em entrevista coletiva à imprensa, no Auditório da Administração da Ceasa, com a presença da diretoria da empresa e de representantes do Festival.

O evento – que tem a curadoria do fotógrafo Ricardo Lima e projeto do arquiteto Flávio Rolfsen Laurini – terá início no dia 14 de abril, um sábado, com o primeiro workshop fotográfico dentro do entreposto campineiro, no Mercado de Flores, e continuará com mais duas oficinas: Projetos Sociais – que vai retratar os programas desenvolvidos dentro do entreposto (Banco de Alimentos, Alimentação Escolar e Instituto ISA), e A Cara da Ceasa, com enfoque nos personagens que povoam o dia a dia da central de abastecimento.

Participarão do projeto os fotógrafos Alex Ribeiro, Touché, Felipe Tazzo, Denise Maher e Alexandre Urch. Todos os workshops terão três horas de duração e 20 vagas, disponíveis para fotógrafos profissionais ou amadores (é necessário trazer câmera fotográfica). Uma caminhada pelos mercados da Ceasa, com 120 vagas, encerra os trabalhos de captação de imagens. As inscrições já podem ser feitas pelo site www.festivalherculeflorence.com.br.

Exposição

O resultado do trabalho das oficinas será uma grande exposição do material obtido, no píer do Mercado de Flores, cuja abertura será feita em 12 de maio, mesmo dia em que será realizada a terceira edição do Ceasa Gourmet, no mesmo local. Imagens de grande porte serão instaladas em módulos elaborados com paletes de madeira recolhidos na própria central de abastecimento.

Outras fotos serão ampliadas em tecido especial e expostas em postes de ruas internas do entreposto. Todo o material ficará exposto na Ceasa por um mês. Parte do material físico permanecerá na empresa depois da exposição. Todo o acervo fotográfico digital resultante do projeto será doado à Ceasa Campinas.

“Esse projeto tem tudo a ver com a nossa proposta de abrir ainda mais a Ceasa à sociedade e mostrar para a população tudo o que nós temos aqui dentro, desde nossos mercados e produtos de qualidade até nossos programas sociais e as pessoas que fazem a Ceasa. Estamos muito felizes pela concretização desse projeto, em parceria com o Festival Hercule Florence”, disse o diretor-presidente da Ceasa Campinas, Wander Villalba.

Para Ricardo Lima, um dos criadores e coordenadores do festival, a parceria com a Ceasa é muito interessante, pois o entreposto é um lugar inusitado e que as pessoas gostam. “Essas pessoas vão poder conhecer melhor a Ceasa, seus mercados e projetos sociais, através das imagens. Ao mesmo tempo, será uma oportunidade para a própria Ceasa ‘se ver’. É uma troca e isso é bem legal”, afirmou.

Sobre a Ceasa Campinas

Fundada em 1975, a Centrais de Abastecimento de Campinas S.A. (Ceasa Campinas) é uma referência nacional e a quarta maior do Brasil, localizada numa área de 500 mil metros quadrados, às margens da Rodovia D. Pedro I, em Campinas. Dentre todas as Ceasas do País, é a única cuja administração é municipalizada (sob responsabilidade da Prefeitura de Campinas).

O entreposto movimenta cerca de 700 mil toneladas/ano em produtos (hortifrutigranjeiros, flores e acessórios) e, em média, 17 mil pessoas por dia. Seus mercados de frutas, legumes e verduras estão dispostos numa área de 300 mil metros quadrados. Também possui o maior mercado permanente de flores e plantas da América Latina.

A central de abastecimento também abriga e ajuda a financiar importantes e premiados programas sociais, como o Banco Municipal de Alimentos, a Alimentação Escolar (merenda) e o Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA).

Sobre o Festival

Criado em 2007, o Festival Hercule Florence chega a sua 11ª edição e tem como matriz a invenção isolada da fotografia no Brasil, feita em Campinas, em 1833, por Hercule Florence, considerado o pai da fotografia. Esse fato desencadeou na cidade atitudes fotográficas no percurso dos séculos. Dessa cultura fotográfica, nasceram os grupos de fotografia e o festival, a partir da criação da Semana Hercule Florence. Mais de 120 mil pessoas e 80 fotógrafos brasileiros e estrangeiros já participaram do evento ao longo dos anos.