Os Estados Unidos reforçaram a segurança de suas embaixadas no Oriente Médio diante da possibilidade de protestos pela decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de mudar a principal sede diplomática americana em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

EUA inauguram embaixada em Jerusalém EUA inauguram embaixada em Jerusalém/Abir Sultan/EPA/EFE/direitos reservados a Agencia EFE

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos colocou em funcionamento uma série de planos de contingência para responder aos possíveis protestos, informou à Agência EFE o major Josh T. Jacques, porta-voz do Comando Central (Centcom), órgão responsável por coordenar as operações americanas no Oriente Médio.

A mudança da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém já provocou uma série de protestos de palestinos na Faixa de Gaza. Para conter os manifestantes que se aproximaram da fronteira, as tropas israelenses abriram fogo, matando pelo menos 55 pessoas e deixando mais de 2,7 mil feridas.

“Temos em andamento planos de contingência e ativos suficientes para executá-los caso mude a situação de segurança no terreno”, afirmou o major Jacques, sem dar detalhes sobre o que está sendo feito. “Continuamos monitorando e avaliando a situação de segurança em toda nossa região de responsabilidade”, completou.

Segundo a emissora NBC, que citou cinco funcionários do Departamento de Defesa, o governo dos EUA enviou soldados à Jordânia, Israel e Turquia porque teme uma resposta violenta à decisão de mudar a embaixada para Jerusalém.
Faixa de Gaza

A abertura da sede diplomática provocou uma série de protestos na Faixa de Gaza. O Exército de Israel abriu fogo para conter os manifestantes palestinos que se aproximavam da fronteira, matando pelo menos 55 pessoas e deixando mais de 2,7 mil feridos.

O ataque mais recente contra uma missão diplomática dos Estados Unidos ocorreu em setembro de 2012, em Benghazi. Morreram no atentado o embaixador americano na Líbia, Chris Stevens, o diplomata Sean Smith e dois funcionários da CIA no país, Tyrone Woods e Glen Doherty.