Algoritmos do Google conseguiram mapear os padrões das retinas dos olhos humanos. Agora, com base nas imagens, são capazes de indicar as pessoas sob o risco de sofrer doenças cardíacas ou derrames cerebrais. A conclusão foi obtida em um estudo da empresa e uma de suas subsidiárias de tecnologia, a Verily Life Sciences.

AS RETINAS DE UM INDIVÍDUO APRESENTAM TRAÇOS CAPAZES DE DETERMINAR SEU RISCO DE ENFERMIDADE. EM ESTUDO, CIENTISTAS DO GOOGLE INFORMARAM QUE O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE AJUDAR NO DIAGNÓSTICO (FOTO: PEXELS)

O estudo reuniu informações de retinas de mais de 280 mil pacientes dos Estados Unidos e do Reino Unido, e foi publicado na Nature Biomedical Engineering. Alimentados por esses dados, os algoritmos identificaram padrões e determinaram o perfil com maior probabilidade de enfermidade. Isso foi possível devido ao uso de inteligência artificial.

A exatidão das informações, no entanto, não supera a de análises tradicionais por profissionais, segundo o estudo. Médicos, hoje, já são capazes de verificar a probabilidade da doença por análise das retinas ou do sangue e também por fatores de risco como idade, peso e vício em cigarros. Além disso, ao apresentar aos algoritmos imagens de pessoas que viriam a ter ou não um ataque cardíaco ou derrame em cinco anos, eles identificaram o indivíduo correto em 70% das vezes.

Segundo o jornal The Washington Post, a ferramenta seria uma forma de no futuro permitir que as pessoas analisem a si mesmas de forma rápida, identificando a necessidade de um check-up completo junto a um médico. “Este pode ser um caminho rápido para as pessoas se protegerem”, disse Harlan Krumholz, cardiologista na Universidade Yale que não está envolvido no estudo. “Uma rápida maneira de fazer diagnosticar empoderaria as pessoas com formas de adquirir informação útil sobre sua saúde.”