Inaugurada recentemente em São Paulo a Estação Hack (11/12/2017), que será o primeiro centro para a inovação criado pelo Facebook no mundo. Criada para o público brasileiro, a iniciativa vai promover a formação de talentos na área de tecnologia, capacitar empreendedores e acelerar startups de alto impacto social como uma ação de give back para o país. O objetivo do projeto é apoiar o desenvolvimento do ecossistema econômico e da tecnologia no Brasil.

ESTAÇÃO HACK (FOTO: MARCO TORELLI/FACEBOOK/DIVULGAÇÃO)

Um dos pilares propostos é formacão de talentos de tecnologia. Crianças e adolescentes. A prerrogativa aqui é: como sustentar qualquer desenvolvimento econômico sem mão de obra capacitada? Exato, não adianta! É mais ou menos o momento que estamos vivendo agora: temos diversas vagas abertas, projetos precisando de know-how e nada! Não conseguimos responder na velocidade da demandas ou sequer criar demanda. Ficamos com muitos projetos que dariam certo e transformariam nossa realidade sendo adiados por desconhecimento do poder de tecnologia.

Mas mesmo que nosso sistema de educação capacitasse a quantidade que o mercado exige, ainda assim teríamos um problema: a qualidade dessa formação. O investimento em pesquisa e inovação é muito pequeno e sem foco, o que se reflete na nossa baixíssima produtividade econômica e na competitividade de nossas indústrias.

Além de volume e qualidade precisamos pensar em diversidade. Precisamos pensar se estamos conseguindo acessar as minorias e dando oportunidade para quem quiser entrar no mercado de tecnologia. Precisamos de diversidade para poder ver o mundo sob a ótica dessas pessoas. Precisamos da visão da mulher na proposição de ideias, negócios e projetos por exemplo. Precisamos de um mundo que também se oriente por essas visões. Para muitas e muitos jovens, a possibilidade de trabalhar com tecnologia sequer é apresentada. Não é uma decisão não seguir por esse caminho. Não podemos ser quem não sabemos que podemos ser. Em resumo: se nada mudar não vamos conseguir avançar no ritmo que o mundo precisa. E o Brasil faz parte desse mundo.

Outro detalhe relevante do projeto da Estação Hack é que ele é totalmente operado por parceiros. Não precisamos reinventar a roda. Precisamos acelerar o giro dela. Precisamos colaborar. Isso é desenvolvimento econômico. Os parceiros selecionados são: Mastertech para educação tecnológica profissionalizante para jovens de 16 à 25 anos; Madcode para ensino de programação para crianças; e Reprograma, projeto focado na educação de mulheres nem-nem, ou seja, mulheres que nem trabalham e nem estudam.

Precisamos de um país que compreenda o título dessa coluna. Que saiba que == não é um erro de digitação e sim um operador de decisão presente em quase todas as linguagens de programação. Operadores relacionais, como ==, possibilitam ver a relação existente entre seus dois operandos. Eles nos ajudam a decidir nossos próximos passos. Eles ajudam muito mais do que a tecnologia. Eles vão ajudar a economia de um país.