No primeiro grande teste de Roger Machado e Jair Ventura por Palmeiras e Santos, respectivamente, as duas equipes duelam neste domingo, às 17h (de Brasília), no Palestra Itália.

Apesar de se tratar de um clássico, do lado alviverde ainda persiste a dúvida de qual o modelo de jogo será adotado pelo Alvinegro. Em 2016, o Botafogo de Jair Ventura costuma adotar uma postura defensiva quando enfrentava os rivais cariocas, mas com um elenco mais qualificado, Roger acredita que o santista poderá propor o jogo.

“Não vejo o Jair com um perfil defensivo. Ele estruturou seu último trabalho (no Botafogo) tendo em vista o material humano que tinha em mãos. Tudo pode acontecer. O Santos pode nos dar campo e oferecer a bola. Mas tenho certeza que, não só pela vocação histórica, mas pelos jogadores em campo, e se tratando de clássico, haverá momentos em que irão propor o jogo”, afirmou o treinador.

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Roger Machado já ressaltou a importância de uma vitória no clássico, mas deixou clara a necessidade de valorizar os resultados positivos já obtidos. Falando sobre favoritismo, o comandante não fode à responsabilidade, mas quer que sua equipe se imponha dentro das quatro linhas.

“Talvez quem está de fora nos coloque como favoritos pelo fato de sermos vice-campeões brasileiros, termos trazido e acrescentado qualidade ao grupo pontualmente. Abrimos a temporada com grupo quase 90% formado, isso dá vantagem, não tenha dúvida. Mas, do nosso ponto de vista, o favoritismo precisa ser traduzido em campo. Nós conseguimos, como time grande, impor nosso jogo nos quatro primeiros. Não fugimos dessa responsabilidade e pseudofavoristimo, mas isso tem que ser demonstrado dentro de campo”, completou.

Sobre a escalação, salvo surpresas, a única dúvida é pela presença de Keno ou Miguel Borja. Ambos revezaram entre os titulares nos treinos durante a semana, sendo que, quando o camisa 11 atuou, Willian passou a atuar como centroavante.

Jair Ventura tem problemas para montar o Santos (Foto: Ivan Storti/SFC)

Já o Santos busca recuperar os pontos perdidos do empate em 1 a 1 com o Ituano, no Pacaembu. Pela primeira vez, o técnico Jair Ventura poderá jogar como no Botafogo, com o time mais postado na marcação, à espera de contra-ataques.

“Não posso falar nossas armas, por isso os treinos fechados. Estudei bastante o Palmeiras. É uma equipe muito boa, que vem fazendo grandes jogos. Temos nossas estratégias e que possa dar certo. Só não posso revelar”, afirmou Jair Ventura.

O Peixe não conta com Lucas Veríssimo (edema na coxa direita), Victor Ferraz (luxação no ombro direito) e Bruno Henrique (contusão na retina do olho direito). Em compensação, Alison e David Braz voltam à equipe após serem poupados.

Gabigol, ainda distante da melhor condição física e técnica, acabou descartado de última hora. O ataque será formado por Copete, Arthur Gomes e Eduardo Sasha, que ganhou a vaga de Rodrigão.

“Clássico é sempre clássico. Há várias máximas. Equilibrado, detalhes, não se joga, se ganha. Enfim… É sempre um jogo diferente. Vamos jogar na casa do adversário, 100%, com grande investimento, mas Santos tem sua força dentro e fora de casa. Coincidentemente, ganhamos fora de casa até agora. Que possamos fazer um grande jogo e que saiamos vitoriosos”, completou.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X SANTOS

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 4 de fevereiro, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Luis Marques (SP)

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo; Willian, Lucas Lima, Tchê Tchê e Dudu; Borja (Keno)
Técnico: Roger Machado

SANTOS: Vanderlei, Daniel Guedes, Luiz Felipe, David Braz e Caju; Alison; Copete, Renato, Vecchio e Arthur Gomes; Eduardo Sasha
Técnico: Jair Ventura

Palmeiras venceu Santos 40 vezes no Palestra Italia; confira retrospecto

O clássico entre Palmeiras e Santos deste domingo (04), às 17h, no Allianz Parque, colocará frente a frente duas equipes com grande histórico de embates na casa palmeirense. O time do litoral de São Paulo, aliás, é o adversário mais frequente do Verdão no estádio em todos os tempos. Ao todo, os rivais já se enfrentaram 77 vezes no Palestra Italia (incluindo o período Allianz Parque, a partir de 2014), sendo 40 vitórias palestrinas, 22 empates e 15 triunfos alvinegros.

Extremamente favorável ao Alviverde, o retrospecto de confrontos do clássico no Palestra Italia teve seu primeiro capítulo em 1921, quando o Maior Campeão do Brasil goleou o Santos por 6 a 1. Naquela oportunidade, a equipe da casa foi a campo com Primo; Bianco Gambini e Gasperini; Bertolini, Picagli e Ítalo; Forte, Zanella, Heitor, Imparato e Martinelli – os gols foram anotados por Imparato (3), Heitor, Forte e Bertolini.

A maior série invicta de jogos no clássico dentro do Palestra Italia aconteceu entre os anos de 1937 e 1955. Foram 18 anos sem perder para o Santos, totalizando 13 partidas, com nove vitórias e quatro empates.

Outra sequência de invencibilidade se refere ao tempo sem perder para o rival dentro de casa (independentemente do número de jogos disputados). Foram incríveis 23 anos sem sofrer revés para o Santos em um total de 11 duelos, entre 1970 e 1993, com cinco vitórias e seis empates.

A moderníssima casa palmeirense tem a configuração atual desde 2014, quando foi inaugurada após o antigo Estádio Palestra Italia passar por quatro anos de reforma. Desde então, Palmeiras e Santos se enfrentaram seis vezes na arena, com direito a decisão de título da Copa do Brasil 2015. O Palmeiras venceu três jogos (incluindo a final do torneio nacional), empatou duas vezes e sofreu uma única derrota – são cinco gols marcados contra três do Santos.

Retrospecto geral

Considerando todos os jogos da história entre Palmeiras e Santos, a vantagem também é palestrina. Foram 328 embates, com 137 vitórias do Verdão, 86 empates e 105 derrotas. O Alviverde marcou 551 gols e foi vazado em 467 oportunidades.