Ter uma quantidade grande de parques ou muitas árvores concentradas em poucos bairros não necessariamente ajuda uma cidade a ser mais agradável a seus moradores. O que faz a diferença, defendem os pesquisadores do MIT, é a distribuição dessas árvores por diferentes regiões, além do tamanho de suas copas.

SÃO PAULO (FOTO: PEXELS)

Quanto maior a cobertura vegetal da cidade (sem considerar os parques), melhor será o controle de temperatura e da poluição e mais alto o bem-­estar das pessoas ao caminhar. “Por causa das mudanças climáticas e do aumento dos ruídos urbanos, ter uma cobertura vegetal ampla nunca foi tão importante como agora”, diz Carlo Ratti, diretor do Senseable City Lab, no MIT, e responsável pelo estudo.

Para ajudar o poder público a desenvolver ações capazes de aumentar essa cobertura com eficiência, o MIT criou o Treepedia, ferramenta baseada no Google Street View que calcula o “índice visual verde” de uma cidade, considerando, entre outros fatores, o tamanho das copas versus a quantidade de pessoas e a dimensão de uma área.

Entre as 26 cidades já mapeadas, Tampa, nos Estados Unidos, é a que apresenta o melhor “índice verde”. Paris tem o pior. São Paulo, surpreendentemente, aparece no meio do caminho. Veja os números abaixo: