A Prefeitura de Hortolândia dá mais um passo importante no sentido de trazer para a sala de aula um tanto a mais de inovação, ciência e tecnologia, novo braço de atuação da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia. A partir de abril deste ano, cerca de 200 estudantes de cinco escolas municipais terão a oportunidade de participar do projeto “Letramento em Programação”, que será realizado em parceria com o Instituto Ayrton Senna.

A data de início das atividades foi decidida em reunião com a equipe responsável pelo projeto, na noite desta segunda-feira (26/03).

Inicialmente, o projeto será implementado em caráter experimental, durante uma hora/aula por semana, em oito turmas: duas na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Marleciene Priscila Presta Bonfim, no Remanso Campineiro; duas na Emef Maria Célia Cabral do Amaral e duas na Emef Rebato Costa Lima, ambas no Jd. Amanda; uma na Emeb Josias da Silva Macedo, no Jd. Nossa Senhora de Fátima; e uma na Emef Taquara Branca Agenor Miranda da Silva. Em quatro destas unidades, participarão do projeto alunos do 5o ano; na Emef Taquara Branca, estudantes do 6o ano. A meta é, após o primeiro ano de implementação, levar a iniciativa às demais unidades da rede, onde haja sala de 5o ano. Nesta parceria, o Instituto Ayrton Senna oferecerá assessoria e capacitação de pessoal, enquanto a Prefeitura disponibilizará computadores e infraestrutura para uso dos equipamentos, além do público participante (professores e alunos).

Segundo a coordenadora do projeto, Mariana Miranda Rodrigues, o objetivo é “introduzir na criança o pensamento computacional, a ideia de como é programar”. Para tanto, será utilizada a linguagem de programação “Scratch”, adotada pelo Instituto nas cidades onde o projeto é desenvolvido. Professores da rede municipal de Hortolândia já passaram por formação sobre o tema, neste ano. No início do mês, representantes das secretarias de Educação de Hortolândia, Sumaré e Itatiba reuniram-se no CFPE (Centro de Formação dos Profissionais em Educação) “Paulo Freire”, no Remanso Campineiro, para que Itatiba, que já participa do projeto, partilhe com as demais como está sendo a experiência.

“O Letramento em Programação traz a possibilidade de cada escola trabalhar da sua forma, não somente nos laboratórios de informática, mas explorando outros espaços e tecnologias. É muito importante trazermos esse tipo de conteúdo para a escola, fazer com que os alunos possam passar de usuários para produtores de conteúdos”, ressalta o diretor de Inovação, Ciência e Tecnologia, Felipe Amaro dos Santos Neto. “Vamos aproximar a criança da tecnologia empregada em objetos e produtos do dia a dia, como celulares, aparelho de micro-ondas, portões eletrônicos, vídeos, desenhos animados e jogos. Queremos dar ao estudante da rede municipal oportunidades de aprendizagem que a criança da rede particular já tem”, ressalta.

“Estamos muito empolgados com esse novo projeto. Nossa cidade tem um potencial tecnológico muito grande e o Letramento em Programação proporciona que os nossos alunos despertem esse novo olhar para aprender não só o que está previsto no currículo formal, mas em novas áreas de conhecimento, que se complementem. Na nossa cidade estamos implantando a Escola de Tempo Integral e esse projeto tem o mesmo objetivo, o aprendizado e desenvolvimento integral dos nossos alunos, no aprender a ser, aprender a ter, a conviver, trazendo esse aspecto social e humano”, ressalta o secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Fernando Moraes.