A legalização da maconha em oito estados americanos revelou uma leva de startups especializadas em tecnologias de cultivo e comercialização da planta. A ascensão dessa nova indústria foi o tema central de um painel que reuniu investidores e empreendedores de cannabis no quinto dia de programação do festival South by Southwest, em Austin (EUA).

O CRESCIMENTO DAS CANNABIS TECH AINDA ESBARRA NAS COMPLEXIDADES REGULATÓRIAS DO SETOR (FOTO: RAÚL MARTÍNEZ/EFE)

Para Morgan Paxhia, criador do Poseidon Asset Management, fundo de venture capital dedicado a negócios da indústria de maconha, o crescimento das cannabis tech ainda esbarra nas complexidades regulatórias do setor. “As regiões que legalizaram o produto apresentam políticas legislativas e tributárias completamente diferentes. As dificuldades de adaptação a essas exigências prejudicam o crescimento das empresas”, afirma.

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Entre os modelos de negócio que estão se destacando no setor, o investidor destaca as tecnologias de automação para plantações e dispensários medicinais. “A informalidade anterior fez com que muitos desses negócios fossem tocados de maneira amadora. Existe uma demanda reprimida por soluções que aumentem a eficiência de processos operacionais”, diz Paxhia.

A importância de criar mecanismos de controle de qualidade e formar códigos de ética foram outros questionamentos levantados durante o debate. Na opinião de Nicholas Cooper, CEO da TriGrow Systems, plataforma de ERP para plantações de maconha, a discussão é especialmente importante nos pontos de cruzamento entre a indústria de cannabis e o mercado de saúde. “As metas de crescimento não podem prejudicar a qualidade dos produtos. Precisamos garantir que pessoas doentes encontrem o alívio que procuram no consumo de cannabis”, afirma Cooper.