Li um texto muito interessante da jornalista Martha Medeiros sobre nossa dificuldade em aceitar a tristeza como algo normal e parte da nossa condição humana. Ela discorre acerca da reação das pessoas quando comunicamos nossa melancolia: quase sempre tentam nos ‘por pra cima’, nos animar, nos ‘curar’. Com certeza esse tipo de situação já foi vivida por muitos de nós, sermos ‘animados’ ou sentir obrigação em ‘animar’ alguém cabisbaixo. É uma reação quase automática, como se todo tipo de tristeza fosse algo destrutivo e anormal.

O post Tristeza pode ser bom para sua carreira por Melissa Oliver – coaching e psicodrama.

Especialmente nos dias atuais, a tristeza mete medo porque somos consumidores de felicidade. Pior, somos consumidores da aparência de felicidade, agimos como se a felicidade fosse uma meta diária de vida. Vende-se a ideia de que para ser bem sucedido é preciso também aparentar felicidade, inclusive (e principalmente!) nas redes sociais. Isso pode ser perigoso tanto para sua carreira como para sua vida.

A tristeza é parte importante e necessária da nossa existência, ela faz parte do processo de crescimento e de maturidade. A tristeza aparece diante de situações de frustração, impotência, injustiça ou simplesmente quando não estamos ‘em um dia bom’. É diferente da depressão que é muito mais séria e complexa.

A tristeza não precisa ser compensada ou ‘curada’ com momentos felizes ou presentes, ela só precisa ser sentida. Só isso. Mesmo que só um pouquinho ou de vez em quando.

Pequenas doses de tristeza nos tiram da zona de conforto, atiçam nossa criatividade e nos fazem lembrar que o mundo não gira em torno de nossos desejos e caprichos. Uma boa dica vem do psicanalista Contardo Calligaris “Não quero ser feliz, quero é ter uma vida interessante!”.