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Bolsa brasileira de moedas digitais de empresas é lançada

Por enquanto, porém, Bomesp vende apenas moedas virtuais tradicionais

Foi lançada oficialmente no último sábado a Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp). Inicialmente, os usuários poderão comprar bitcoin, ethereum, tether e o niobium coin apenas com outras criptomoedas — em um mês, a expectativa é começar a aceitar reais. Mas diferente de outras corretoras de moedas digitais, o objetivo da Bomesp é que sejam negociadas na plataforma criptoativos empresariais, moedas emitidas por empresas.

REPRESENTAÇÃO DE CRIPTOMOEDAS (FOTO: DADO RUVIC/ILLUSTRATION/REUTERS)

“A ideia é trazermos a lógica das criptomoedas para o mundo corporativo, dando às empresas a possibilidade de criar moedas lastreadas em seus produtos e serviços”, diz Fernando Barrueco, consultor jurídico da Bomesp.

A proposta é ter na plataforma dois tipos de moedas empresariais: as gold coins, criptomoedas voláteis que poderiam ser usadas para investimento; e as blue coins, estáveis e pareadas ao real, que seriam usadas pelas pessoas no dia a dia, até mesmo para pequenas compras. Barrueco compara essas moedas estáveis a ‘fichinhas de quermesse’, em que as pessoas trocam reais por fichas e podem comprar pipoca, por exemplo. No passado, diz ele, poucos tinham acesso a cartões de crédito, mas hoje isso já é algo comum. No futuro, o mesmo será verdade também para as moedas virtuais.

Segundo Barrueco, já há cinco empresas estudando a criação de criptomoedas junto à Bomesp. Uma delas é os Correios, que estaria avaliando a possibilidade de criar uma moeda digital estável para reduzir os custos logísticos de lidar com dinheiro e troco.

“As pessoas usam cada vez menos o bitcoin para fazer pequenas compras no dia a dia”, diz Barrueco. Segundo ele, a moeda virtual mais conhecida é usada principalmente para grandes compras, transferências internacionais e investimento.

Por ser um “marketplace de ativos não financeiros”, a Bomesp não é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em uma decisão de janeiro, a CVM declarou que a oferta inicial de moeda (ICO) feita pela Bomesp da moeda Niobium Coin não estaria sob sua competência.

Fonte
Época Negócios.

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