DestaqueEducaçãoNotícias

“Para nos preparar para a revolução industrial 4.0, precisamos entender que educação temos no Brasil”

Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV-RJ, apontou desafios e soluções para a educação de base durante o Engineering Education for the Future

É preciso inovar em infraestrutura e capacitação de profissionais para que o Brasil se aproxime da indústria 4.0 — e integrar universidades e empresas é um dos caminhos. Mas para Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV-RJ, também é preciso voltar algumas casas nessa discussão. Segundo ela, a educação básica precisará receber mais atenção se o país quiser inovar.

CLÁUDIA COSTIN, DIRETORA DO CENTRO DE EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO EM POLÍTICAS EDUCACIONAIS DA FGV-RJ, DURANTE O EEF (FOTO: REDAÇÃO)

Costin palestrou durante o Engineering Education for the Future (EEF). O evento, promovido pelo ITA, ocorreu entre entre os dias 23 e 25 de maio em São José dos Campos (SP). Entre os temas debatidos estiveram as transformações do ensino e os desafios na busca por financiamentos em contextos de inovação.

Os problemas vividos pela educação de base passa por várias frentes. O mau desempenho da rede pública é um dos mais alarmantes. “Hoje, o aluno de uma escola privada chega praticamente alfabetizado à escola. No ensino público, 54,73% dos estudantes com mais de 8 anos têm níveis insuficientes de leitura”, destaca a diretora.

Mas mesmo os estudantes com acesso a melhores escolas não apresentam os resultados mais desejáveis. Costin destaca, por exemplo, o fato de que 25% dos alunos mais ricos avaliados pelo PISA tiveram desempenhos piores que os 25% mais pobres da OCDE. Uma das causas apontadas por ela está na baixa atratividade da carreira de professor no país. “Os estudantes mais talentosos não optam por ser professores”, diz.

A formação atual dos professores é outro problema. Costin acredita que o ensino superior direcionado a essa carreira é excessivamente teórico e pouquíssimo prático. “A Finlândia, frequentemente apontada como exemplo de educação, só conseguiu transformá-la de verdade após transformar o curso de formação de professores em profissionalizante”.

Já na sala de aula, a diretora defende o aumento do número de horas de aulas e uma melhor distribuição de disciplinas como medidas de impacto. Trabalhar a integração de conhecimentos, o raciocínio lógico e a própria saúde mental dos estudantes, também. “No contexto em que postos de trabalho são extintos em uma velocidade sem precedentes, somos desafiados não só a aprender, mas a nos reinventar”, afirma a diretora. “Para nos preparar para a revolução industrial 4.0, precisamos entender que educação temos no Brasil”.

Fonte
Época Negócios.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cresta WhatsApp Chat
Send via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
RSS
Follow by Email
Facebook
Facebook
YouTube
YouTube
LinkedIn
Instagram
Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios