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O que leva as empresas brasileiras a investir em diversidade?

Pesquisa realizada pela Aberje aponta que 57% dos funcionários acreditam que diversidade e inclusão foram ampliadas no ambiente em que trabalham

Há 30 anos, o racismo se tornou crime no Brasil. Em junho deste ano, a homofobia também foi criminalizada. Isso contribuiu para o amadurecimento do tema da diversidade dentro das empresas. É o que diz a pesquisa “A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). O estudo aponta o crescimento de programas de diversidade no ambiente de trabalho.

FORAM ENTREVISTADOS 269 PROFISSIONAIS DE TODO O BRASIL (FOTO: GETTY IMAGES )

Participaram do estudo 124 companhias que, juntas, faturam R$ 1,24 trilhão, equivalente a 18,3% do PIB brasileiro em 2018. Entre essas empresas, 63% têm programas de diversidade e inclusão.

“Melhorar a imagem e reputação” foi citado por 68% das empresas como justificativa para iniciativas que promovam a diversidade. Outras razões apontadas foram contribuir para mudanças estruturais da sociedade (63%), aumentar a eficiência interna (57%), qualificar a cultura organizacional (54%) e desenvolver soluções inovadoras (47%).

A pesquisa também entrevistou 269 profissionais brasileiros para saber a percepção deles sobre a diversidade nas companhias em que trabalham. Entre eles, 57% dizem que a diversidade e inclusão foram ampliadas ou se tornaram mais evidentes recentemente. Os programas internos que se destacam são aqueles voltados aos temas: pessoas com deficiência (96%), identidade de gênero (83%), cor e etnia (78%) e orientação sexual (74%).

Em contrapartida, ainda existem funcionários que sofrem discriminação no ambiente corporativo — não apenas em razão da cor da pele ou orientação sexual, mas sobre questões relacionadas a peso, idade e até mesmo preferências políticas.

Os entrevistados disseram que já presenciaram, uma ou mais vezes, situações constrangedoras como: discriminação por conta da altura ou peso (24%), identidade ou expressão de gênero (40%), idade (35%), cor ou etnia (30%). O mais comum, no entanto, foi a discriminação em relação à orientação política: 55% dos funcionários dizem já ter presenciado esse tipo de situação.

A falta de diversidade tem um preço para as empresas. Um quarto dos profissionais dizem já ter considerado pedir demissão por se sentirem isolados, e 42% já sentiu pressão para mudar as próprias características pessoais a fim de se enquadrar aos padrões da empresa.

Relacionamento e liderança

Os líderes incentivam que os funcionários trabalhem com os colegas com diferentes características de diversidade. Segundo os funcionários, 45% dos chefes têm essa preocupação e investigam denúncias de tratamento preconceituoso. Por outro lado, falham em auxiliar aos funcionários a reconhecer preconceitos que promovam a discriminação ou a exclusão (52%).

Fonte
Época Negócios.

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