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Protestos no Chile

'Descontentamento social se acumulou' no Chile, diz diretora do Latinobarómetro

Após mais um dia de protestos, que elevaram para ao menos 11 o número de mortos em saques e incêndios, autoridades chilenas estenderam no domingo o toque de recolher na capital, Santiago, além das cidades de Valparaíso e Concepción. Em resposta a um pronunciamento do presidente Sebastián Piñera na noite de domingo, quando, cercado de militares, disse que seu governo “está em guerra contra um inimigo poderoso” , o chefe da Defesa Nacional, general Javier Iturriaga , responsável pela implementação do estado de emergência declarado por Piñera na madrugada de sábado, afirmou nesta segunda-feira que “não está em guerra com ninguém”.

O aumento das tarifas de metrô foi apenas a gota d’água para a explosão de um descontentamento social acumulado no Chile, afirma Marta Lagos, diretora do centro de estudos Latinobarómetro, responsável por uma pesquisa anual sobre as atitudes da população dos países latino-americanos em relação à situação política e econômica.

O que está por trás dos protestos?

Há um descontentamento social que vem se acumulando há muito, e que se acentua com as expectativas que Piñera criou com seu discurso de “tempos melhores”. E há essa sensação de aumento da desigualdade. De um lado um mercado de luxo, do outro má distribuição de renda, salários precários, aposentadorias de fome e um péssimo sistema de saúde, que confirmam a semicrise econômica que vive a América Latina.

Manifestantes atearam fogo em barricadas durante os protestos em Santiago, uma das 3 regiões onde o governo chileno decretou toque de recolher Foto: SEBASTIAN CISTERNAS / AFP/ATON
Fonte
O Globo.

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