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Calculadora mostra qual será o desconto no seu salário com as novas alíquotas da Previdência

Percentuais vão variar de 7,5% a 14% para o INSS e chegar a 22% no caso de servidores federais

A reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, aprovada pelo Congresso neste mês, institui novas alíquotas de contribuição para a Previdência, além da exigência de idade mínima para que homens e mulheres se aposentem. Com isso, o desconto no contracheque dos trabalhadores com carteira assinada vai mudar.

Com a reforma, desconto previdenciário será por faixa salarial Foto: Editoria de Arte

As alíquotas serão progressivas, incidindo por faixa do salário, num modelo semelhante ao do Imposto de Renda. Em alguns casos, o valor descontado vai cair. Em outros, vai subir. Se a reforma for promulgada em novembro, os novos percentuais vão valer em março, com desconto no salário que vai cair na conta em abril.

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Confira, como ficarão os novos descontos previdenciários, com base nas regras da reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, os novos percentuais começarão em 7,5% – para quem ganha até um salário mínimo (hoje em R$ 998) – e vão até 14%, para quem ganha entre R$ 3 mil e o teto do INSS, de R$ 5.839,46. Hoje, a alíquota do INSS varia de 8% a 11%.

Para os servidores públicos federais, as alíquotas irão de 7,5%, para quem ganha um salário mínimo, até 22%, para quem ganha acima de R$ 39.000. Hoje, para quem ingressou na carreira antes de 2003, o desconto é de 11%, independentemente do salário.

Tanto no caso dos servidores como no caso dos trabalhadores da iniciativa privada, a alíquota efetiva, ou seja, quanto efetivamente será descontado do salário será um pouco menor que a fixada pelas novas regras.

Isso acontece porque os percentuais incidem sobre cada faixa de salário. Por exemplo, se um servidor público ganha R$ 7.550 por mês, ele terá um desconto de 7,5% sobre a parcela enquadrada no limite de um salário mínimo, de 9% sobre a parcela que enquadrada no limite de R$ 998 a R$ 3 mil e assim por diante.

Neste caso, o desconto previdenciário será maior que o realizado com as regras atuais: aumentará dos R$ R$ 642,34 mensais para R$ 682,55.

Já para um trabalhador que ganha um salário mínimo, o desconto no contracheque vai cair: dos atuais R$ 79,84 para R$ 74,85.

— Atualmente, grande parte dos trabalhadores tem salários mais baixos. Quando a legislação torna o desconto previdenciário progressivo, em tese, o trabalhador com salário baixo está sendo desonerado, ao passo em que aqueles que aqueles com vencimentos mais altos terão contribuição maior — explica Vilma Pinto, pesquisadora de economia aplicada do FGV/Ibre.

Para ela, essa mudança está mais atrelada à questão da justiça social do que a um mecanismo para melhorar a sustentabilidade do sistema de aposentadorias.

Fonte
O Globo.

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