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Metade dos microempreendedores recorreu ao auxílio emergencial

Mais de 5 milhões de MEIs, entre os 10,7 milhões ativos no país, precisaram do benefício de R$ 600 para sobreviver

Praticamente a metade dos Microempreendedores Individuais (MEI) precisou recorrer ao auxílio emergencial para se manter durante esse período de retração da economia causada pela crise da covid-19.

Segundo levantamento do Sebrae, 5 milhões de MEIs conseguiram o benefício, entre os 10,7 milhões que estão em atividade no país.

Entre os critérios necessários para ter acesso ao auxílio está a renda familiar mensal, que não pode superar R$ 3.135,00 ou R$ 522,50 per capita. Ou seja, pelo menos a metade dos MEIs ganham no máximo o equivalente a três salários mínimos por mês.

O auxílio emergencial foi prorrogado até dezembro, mas com valor de R$ 300. Até então, o valor do benefício era R$ 600. Como não há previsão de reabertura para novas solicitações ao auxílio, apenas quem já estava cadastrado terá direito ao valor nos próximos meses.

CRÉDITO PARA O MEI

O levantamento do Sebrae mostra que o MEI não tem o hábito de buscar crédito no setor bancário. Mais da metade, 55% deles, não solicitaram empréstimos nos bancos na pandemia, ainda que precisassem.

Esse percentual é menor em outras categorias de empresas. Entre as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, 34% preferiram não buscar recursos no setor financeiro.

Uma explicação para o grande número de MEIs que evitam empréstimos bancários é a dificuldade para atender as exigências das instituições, que muitas vezes pedem garantias que o Microempreendedor Individual não consegue oferecer.

Entre os MEIs que tentaram crédito nos bancos, 62% não conseguiram. A causa mais comum para a negativa foi o CPF negativado dos empreendedores (21%).

EMPREENDEDORISMO

Nos últimos cinco meses, segundo o Sebrae, houve um crescimento expressivo do número de empreendedores que buscaram formalizar os negócios.

Entre 31 de março e 15 de agosto, foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional. Esse número é 0,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Entre esses novos negócios, a grande maioria deles foi de Microempreendedores Individuais (MEI), com 684 mil registros (quase 43 mil a mais que no mesmo período de 2019).

E cerca de 100 mil novos negócios foram registrados como Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, nesse mesmo período.


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Diário do Comércio
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