Ação do IRB desaba 17% com recomendação cortada após salto de 60% em 10 pregões; aéreas disparam e Braskem sobe 4,5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (6)

Após chegar a registrar forte alta durante a manhã, o Ibovespa passou a ter perdas na reta final do pregão, depois que o presidente dos EUA Donald Trump disse no Twitter que interrompeu as conversas sobre novo pacote de estímulos até depois da eleição. Segundo Trump, os estímulos seriam aprovados após sua vitória no pleito.

Mais cedo, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, já havia diminuído o ímpeto do mercado ao afirmar que a recuperação econômica dos Estados Unidos está longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o coronavírus não for controlado. Com isso, o Ibovespa fechou em baixa de 0,49%, a 95.615 pontos. 

Com isso, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 19,99, -0,65%; PETR4, R$ 19,93, -0,50%), que registravam ganhos durante boa parte do pregão por conta da alta do petróleo, zeraram na reta final e fecharam com leves perdas, enquanto a Vale (VALE3, R$ 58,62, -1,63%) registrou perdas de mais de 1%.

Cabe destacar que os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão em alta, estendendo a subida da sessão anterior: os contratos futuros do WTI com vencimento em novembro fecharam com ganhos de 3,69%, aos US$ 40,97 o barril na Bolsa de Nova York, enquanto o brent para dezembro teve alta de 3,29%, negociados a US$ 42,65 em Londres. Os investidores repercutem a greve de trabalhadores que reduziu a produção na Noruega e a proximidade do furacão Delta, com ameaças à produção de energia no Golfo do México.

Entre as ações que seguiram com alta, ainda que bem menores em relação à máxima do dia, estiveram Braskem (BRKM5, R$ 22,00, +4,51%) e Embraer (EMBR3, R$ 6,62, +3,12%), após terem a recomendação elevada, respectivamente, por Morgan Stanley e Bradesco BBI.

Gol (GOLL4, R$ 18,95, +7,30%) e Azul (AZUL4, R$ 25,89, +6,50%) registram ganhos; na véspera, a Gol e divulgou seus dados de tráfego de setembro apontando recuperação da demanda e, nesta terça, foi a vez da Azul. A CVC (CVCB3, R$ 15,81, +9,34%) também viu as suas ações em disparada.

IRB (IRBR3, R$ 7,17, -17,11%), por sua vez, abriu a sessão desta terça com ganhos – vale destacar, que desde o fechamento do dia 21 de setembro até o do dia 5 de outubro (ou 10 pregões) as ações subiram quase 60%, em meio a notícias positivas sobre os dados de julho e rating brAAA atribuído pela Standard & Poor’s, além da expectativa pela emissão de até R$ 900 milhões em debêntures. Contudo, a ação virou para queda, que foi acentuada ao longo do pregão.

No último dia 5, o UBS BB retomou a cobertura para os ativos com recomendação de venda e preço-alvo de R$ 4,60, baixa de 90% em relação ao preço-alvo antes de interromper a cobertura, de R$ 48, e representando um valor 47% menor frente o fechamento da véspera, de R$ 8,65. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair mais de 16%, destacando que a companhia ainda tem um longo caminho para percorrer em busca de recuperação.

As avaliações do Credit Suisse sobre Ambev (ABEV3, R$ 13,34, +4,14%) também ganharam destaque e repercutiram nas ações. Para os analistas do banco suíço, o terceiro trimestre deve ser o mais forte da historia recente da indústria de cerveja no Brasil.

O banco suíço também reforçou a Cyrela (CYRE3, R$ 24,30, +3,14%) como top pick do setor e também destacou gostar da EzTec (EZTC3, R$ 35,96, +1,70%) como um nome interessante para o médio prazo em meio ao valuation atrativo e o bom estoque de terrenos.

Confira os destaques:

Marfrig (MRFG3, R$ 14,50, -3,65%)

A Marfrig firmou um acordo para comprar a empresa Campo del Tesoro, na Argentina, por US$ 4,6 milhões. Segundo a Marfrig, a Campo del Tesoro é líder na produção de hambúrgueres de carne bovina para o food service na Argentina. A empresa opera uma planta localizada em Pilar, Província de Buenos Aires, com capacidade de processamento de cerca de 15 mil tonelada por ano de hambúrgueres. A Marfrig tem capacidade total de 54 mil toneladas/ano de hambúrgueres na Argentina.

BRF (BRFS3, R$ 17,91, -0,61%)

O BofA reiterou a recomendação de compra para as ações do setor de proteína no Brasil e destacou que, no curto prazo, a BRF tem espaço para surpresa positiva, em meio ao momentum mais positivo para a carne de frango na comparação com a bovina. O preço-alvo para os ativos é de R$ 31.

BR Malls (BRML3, R$ 8,98, +2,05%); Multiplan (MULT3, R$ 21,15, +2,27%)

A BR Malls Participações e a Multiplan fizeram aportes na empresa Delivery Center Holding, que atua com gestão de centrais logísticas instaladas em shopping centers e centros comerciais. A BR Malls investiu R$ 9 milhões. Já a Multiplan informou um aporte de R$ 18,6 milhões, passando a ter 26,5% do capital da companhia.

Nos comunicados divulgados pela BR Malls e pela Multiplan, ambas declaram que a Delivery Center vai receber um investimento total de R$ 30 milhões, sem detalhar os outros investidores. Atualmente, a Delivery Center conta com 40 centrais de entregas distribuídas por 17 cidades e 8 estados e contabiliza 3 mil lojistas integrados ao serviço.

Azul (AZUL4, R$ 25,89, +6,50%)

O tráfego de passageiros consolidado (RPKs) da Azul aumentou 23,5% em setembro relação a agosto de 2020, frente a um crescimento de 16,0% na capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 80,2%. A taxa de ocupação doméstica foi de 80,7% e a internacional totalizou 74,6%. No entanto, o tráfego caiu 59,4% ante setembro de 2019. Já a capacidade recuou 57,9% na comparação anual.

“A Azul está reconstruindo sua capacidade com foco principalmente na gestão de caixa ao invés de maximizar a receita por unidade de capacidade (RASK) ou margem EBITDA”, avaliam os analistas do BBI, que possuem recomendação neutra para papel com preço-alvo de R$ 27 para 2021.

Sinqia (SQIA3, R$ 22,40, +2,89%)

A Sinqia comprou a empresa Tree Solution, fornecedora de software para o sistema financeiro, com foco no segmento de câmbio. O preço inicial da operação é R$ 13,3 milhões, sendo uma parcela à vista de R$ 10,5 milhões e outra de R$ 2,8 milhões, à prazo, em cinco prestações anuais. O preço de aquisição inicial representa um múltiplo EV(Valor da empresa)/Receita de 1,6 vez.

Segundo a empresa, o preço de aquisição final poderá ser acrescido de até R$ 4,2 milhões, composto por 2 parcelas adicionais de até R$ 2,1 milhões a serem pagas nos anos de 2022 e 2023, sujeita ao atingimento de metas. A Sinqia disse que a operação amplia seu portfólio de produtos e sua carteira de clientes.

Linx (LINX3, R$ 34,30, -1,52%)

A Linx disse que o registro de acordo com a Stone foi considerado eficaz pelo regulador de mercado dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC). “Na operação da combinação dos negócios da companhia e da STNE Participações, objeto do acordo de associação, a Declaração de Registro no Formulário F-4, arquivada pela StoneCo Ltd. na Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos, foi declarada eficaz pela SEC”, disse a Linx.

A Stone ainda informou que atingiu uma participação de 5,81% na Linx, no contexto da proposta de incorporação de ações.

Oi (OIBR3, R$ 1,70, 0%;OIBR4, R$ 2,41, 0%)

Em decisão divulgada na noite de segunda, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, homologou o aditamento ao plano de recuperação judicial da Oi, que foi aprovado em assembleia geral de credores realizada em 8 de setembro.

Viana rejeitou todas as alegações de desigualdade de tratamento entre os credores e também sobre os pedidos de anulação do quórum de votação e de aprovação da alteração do plano. Insatisfeitos com os percentuais de desconto sobre o valor de face de seus recebíveis da Oi, alguns bancos tentaram fazer com que a aprovação do plano fosse revertida na Justiça.

Conforme destaca o Bradesco BBI, a aprovação é positiva para a Oi, pois mitiga o risco de questionamento do resultado da aprovação do plano e potencial reversão da decisão dos credores.

“A Azul está reconstruindo sua capacidade com foco principalmente na gestão de caixa ao invés de maximizar a receita por unidade de capacidade (RASK) ou margem EBITDA”, avaliam os analistas do BBI, que possuem recomendação neutra para papel com preço-alvo de R$ 27 para 2021.

Sinqia (SQIA3, R$ 22,40, +2,89%)

A Sinqia comprou a empresa Tree Solution, fornecedora de software para o sistema financeiro, com foco no segmento de câmbio. O preço inicial da operação é R$ 13,3 milhões, sendo uma parcela à vista de R$ 10,5 milhões e outra de R$ 2,8 milhões, à prazo, em cinco prestações anuais. O preço de aquisição inicial representa um múltiplo EV(Valor da empresa)/Receita de 1,6 vez.

Segundo a empresa, o preço de aquisição final poderá ser acrescido de até R$ 4,2 milhões, composto por 2 parcelas adicionais de até R$ 2,1 milhões a serem pagas nos anos de 2022 e 2023, sujeita ao atingimento de metas. A Sinqia disse que a operação amplia seu portfólio de produtos e sua carteira de clientes.

Linx (LINX3, R$ 34,30, -1,52%)

A Linx disse que o registro de acordo com a Stone foi considerado eficaz pelo regulador de mercado dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC). “Na operação da combinação dos negócios da companhia e da STNE Participações, objeto do acordo de associação, a Declaração de Registro no Formulário F-4, arquivada pela StoneCo Ltd. na Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos, foi declarada eficaz pela SEC”, disse a Linx.

A Stone ainda informou que atingiu uma participação de 5,81% na Linx, no contexto da proposta de incorporação de ações.

Oi (OIBR3, R$ 1,70, 0%;OIBR4, R$ 2,41, 0%)

Em decisão divulgada na noite de segunda, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, homologou o aditamento ao plano de recuperação judicial da Oi, que foi aprovado em assembleia geral de credores realizada em 8 de setembro.

Viana rejeitou todas as alegações de desigualdade de tratamento entre os credores e também sobre os pedidos de anulação do quórum de votação e de aprovação da alteração do plano. Insatisfeitos com os percentuais de desconto sobre o valor de face de seus recebíveis da Oi, alguns bancos tentaram fazer com que a aprovação do plano fosse revertida na Justiça.

Conforme destaca o Bradesco BBI, a aprovação é positiva para a Oi, pois mitiga o risco de questionamento do resultado da aprovação do plano e potencial reversão da decisão dos credores.

Fonte: YnfoMoney.


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