“Meu Sangue Brasileiro”: Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação de sangue

Objetivo da ação é aumentar os estoques em todo o território nacional

O Ministério da Saúde lança a campanha “Meu Sangue Brasileiro” para incentivar a doação voluntária e regular de sangue. O dia D será na próxima terça-feira, dia 23 de março, e tem como objetivo garantir a manutenção dos estoques dos hemocentros em todo país.

Enquanto dá seguimento à campanha de vacinação contra a Covid-19, a pasta incentiva que os brasileiros doem sangue no hemocentro mais próximo antes de serem vacinados contra a doença. O apelo se deve ao impedimento temporário para que aqueles que receberam certos tipos de vacinas compareçam aos locais de doação.

“A população precisa estar ciente sobre os períodos de restrição para doação de sangue após receber a vacina. Por isso, enfatizamos a importância das pessoas fazerem suas doações antes de receberem a vacina. A doação de sangue é segura e não contraindica a vacinação, podendo inclusive receber a vacina logo em seguida à doação”, afirma o coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Firmino.

O Ministério da Saúde acompanha diariamente o quantitativo de bolsas de sangue em estoque nos maiores hemocentros estaduais, e ativou, no início da pandemia, o Plano Nacional de Contingência. A estratégia permite uma possível antecipação na tomada de decisão para minimizar o impacto de eventuais desabastecimentos, como a realocação de bolsas entre estados que possam estar com estoques mais baixos.

Nesta sexta-feira (19), foram enviados mais de 410 mil ampolas, entre sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares para os estados em situação mais crítica, com aumento de casos na média móvel e critérios objetivos de estoque e cobertura.

O foco da campanha é atentar para que a população continue doando sangue de forma contínua, uma vez que seu consumo é diário por conta de demandas como anemias crônicas, cirurgias de urgência, acidentes que causam hemorragias, complicações da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves.

QUEDA NAS DOAÇÕES

Em 2020, em razão da pandemia da covid-19, foi observada uma queda no número de doações de aproximadamente 20%, devido, entre outras razões, à diminuição da circulação de pessoas e ao próprio adoecimento de uma parcela da população. Apesar disso, não houve registro de desabastecimento, porém hemocentros de todo o país necessitam de reposição de certos tipos sanguíneos.

Atualmente, a taxa de doação de sangue voluntária da população brasileira é de 1,6%, número que está dentro do preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2019, a pasta investiu R$ 1,5 bilhão na rede de sangue e hemoderivados no Brasil e R$ 1,6 bilhão em 2020. O valor engloba aquisição de medicamentos e equipamentos, reformas, ampliação e qualificação da rede.

O Ministério da Saúde ressalta que o engajamento para a doação de sangue é um processo que se desenvolve a partir da conscientização da população envolvendo seus representantes, gestores públicos e colaboradores. O objetivo da pasta é melhorar o auxílio e a informação sobre a segurança no que diz respeito ao ato da doação de sangue em meio a pandemia. A campanha é uma oportunidade de contribuir com a regularização dos estoques de sangue em todos os estados e no Distrito Federal. Além do engajamento da população, o Ministério da Defesa irá disponibilizar de 400 mil militares das Forças Armadas para apoiar a iniciativa.

Todas as medidas de segurança em relação à covid-19 estão sendo adotadas pelos hemocentros do país desde o início da pandemia, como condições de higiene e antissepsia adequadas na recepção dos candidatos, coleta do sangue sem exposição a aglomerações de pessoas por meio de agendamentos e distanciamento entre as cadeiras de coleta.

Fonte: Ministério da Saúde.

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