‘Relação com pandemia é mentira deslavada’, afirma Santos Cruz sobre demissões nas Forças Armadas

General da reserva acredita que decisão de Jair Bolsonaro é ‘inaceitável da forma que foi feita’

O ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, não vê relação alguma na demissão dos comandantes das Forças Armadas, que aconteceu na última terça-feira, 30, com a atuação dos militares na pandemia. “Mentira deslavada! O trabalho do Exército, Marinha e Aeronáutica é visível para a população e autoridades locais, todo esforço é feito. Em todas as políticas públicas, as Forças Armadas sempre auxiliaram da melhor forma, com dedicação extrema”, disse.

“Governo não se pronunciou, isso era uma questão até de consideração dizer alguma coisa para essas pessoas que dedicaram 45 anos à instituição e dois anos ao governo. Mais uma falha de comunicação e até de educação básica”, completou. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, ele classificou a troca dos nomes como “inaceitável da forma como que foi feita”. De acordo com ele, reforma ministerial é normal e qualquer governo faz em qualquer tempo — mas os comandantes militares não fazem parte dessa camada política.

Santos Cruz acredita que a atitude do presidente Jair Bolsonaro deve ter provocado mais solidez na união das FFAA porque existe uma cultura de não deixar a política partidária e coisas corriqueiras de política de governo influenciar dentro da instituição. Para ele, a possibilidade de um autogolpe também está descartada. “Estão avaliando muito mal as Forças Armadas. Não vão embarcar em uma aventura de jogo político”, disse.

O general também afirmou que o ambiente de governo deve ser o mais aberto possível em sua composição. “Militares também podem colaborar em qualquer governo, mas um excesso mostra deformação na representação social. Você tem pessoas excelentes em todas as áreas. Representação no escalão do governo é fundamental e tem gente capacitada para isso.” Ele disse ainda que qualquer pessoa pode negar o convite para ocupar cargo, já que nenhum deles é definido por determinação da instituição. “Exercer uma função política é de responsabilidade pessoal.”

Fonte: Jovem Pan.

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