23 de abril de 2024 04:20
A perseguição religiosa do regime chinês busca garantir o controle social, político e fomenta o ódio à religião, assegurando que a lealdade esteja voltada para líderes como Xi Jinping e o PCCh.

A perseguição religiosa do regime chinês busca garantir o controle social, político e fomenta o ódio à religião, assegurando que a lealdade esteja voltada para líderes como Xi Jinping e o PCCh.

Ativista Katherine Leung, conselheira política da Hong Kong Watch, organização que monitora os direitos humanos, destacou a China como um dos principais violadores dos direitos religiosos no mundo, atribuindo suas perseguições a uma defesa da ideologia comunista e a manutenção do controle político.

“Penso que, no caso da China, está enraizado na ideologia comunista [do regime]. A China é oficialmente um Estado ateu”, afirmou Leung durante o evento intitulado “Uma Conversa sobre Perseguição Religiosa Global”, realizado no dia 2 de março.

Ela explicou que a perseguição religiosa do regime chinês busca garantir o controle social, político e fomenta o ódio à religião, assegurando que a lealdade esteja voltada para líderes como Xi Jinping, o Partido Comunista Chinês (PCCh) e a República Popular da China, em detrimento de outras religiões que as pessoas possam adorar.

Leung participou de um painel que ressaltou a necessidade de uma consciência renovada sobre a perseguição de religiões e práticas espirituais em todo o mundo, incluindo o Falun Gong, o Cristianismo e o Islã na China e no Paquistão. O deputado conservador Garnett Genuis e o defensor dos direitos humanos paquistanês-canadense David Bhatti foram outros palestrantes do evento.

Ela mencionou que os cristãos em geral na China também enfrentam um controle estatal por meio de agências baseadas em denominações, como o Movimento Patriótico das Três Autonomias, uma organização protestante sancionada e controlada pelo Estado, que opera sob a supervisão do PCCh. Da mesma forma, os católicos são submetidos a um controle estatal semelhante pela Associação Católica Patriótica Chinesa, que supervisiona a nomeação de clérigos alinhados com as restrições religiosas do partido comunista.

O comunismo e regimes de esquerda em geral, são os grupos ideológicos que mais perseguiram e perseguem as religiões no mundo. Esses grupos ideológicos têm historicamente reprimido e continuam a restringir as crenças das pessoas, representando uma ameaça significativa à liberdade religiosa em diversas nações.

Fonte: Revista Exílio – Terça Livre.

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