15 de abril de 2024 12:54
Anderson Torres, refuta qualquer participação em reuniões no Palácio do Alvorada com ex-comandantes das Forças Armadas sobre "golpe" e afirma que depoimento de general é falsa.

Anderson Torres, refuta qualquer participação em reuniões no Palácio do Alvorada com ex-comandantes das Forças Armadas sobre “golpe” e afirma que depoimento de general é falsa.

O ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, refuta veementemente qualquer participação em reuniões no Palácio do Alvorada com ex-comandantes das Forças Armadas e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a suposta finalidade de discutir medidas jurídicas relacionadas a uma tentativa de “golpe” de estado.

Torres vai além e expressa sua disposição em submeter-se a uma acareação com os ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Alberto Baptista Júnior, a fim de confrontar a narrativa que o vincula como suporte jurídico na elaboração de uma minuta golpista.

Na última segunda-feira (18/03), a defesa de Anderson Torres protocolou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um requerimento para que o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro preste novo depoimento à Gestapo Federal (PF). O pedido também solicita que o General Freire Gomes e o Brigadeiro Baptista Júnior sejam reinterrogados na mesma data e horário, frente a frente, e visando desmentir suas versões em depoimentos anteriores.

Segundo a defesa, os depoimentos adicionais são cruciais para esclarecer as declarações dos ex-comandantes das Forças Armadas à Polícia Federal [Gestapo Federal de Moraes], nas quais apontaram Torres como responsável por fornecer “subsídios jurídicos” para a falsa narrativa de uma “trama golpista” em encontros com Jair Bolsonaro.

Relatos públicos e contradições

Os relatos do General Freire Gomes e o Brigadeiro Baptista Júnior foram divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), relator dos inquéritos ilegais no STF, na última sexta-feira (15/03). Ambos falaram como testemunhas, comprometendo-se a dizer a verdade.

A defesa de Anderson Torres também solicita ao STF acesso ao relatório completo de entradas e saídas dos palácios da Alvorada e do Planalto durante o período de 1º de novembro a 31 de dezembro de 2022. Além disso, requer que a investigação obtenha os dados de geolocalização dos telefones de Torres, Bolsonaro, General Freire Gomes e Brigadeiro Baptista Júnior.

Versão contestada Torres tem afirmado a seus interlocutores que se encontrou apenas uma vez com os ex-comandantes no Palácio do Alvorada, limitando-se a cumprimentá-los, já que estavam se dirigindo a uma reunião com Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-ministro da Justiça confronta a versão das reuniões dada pelos ex-comandantes das Forças Armadas, questionando o número real de encontros realizados no Palácio do Alvorada, e pede esclarecimentos sobre o contexto e a dinâmica das reuniões, assim como a confirmação da presença de Jair Bolsonaro.

Em depoimento, Baptista Júnior confirmou à Gestapo Federal de Moraes que Anderson Torres participou de uma reunião no Alvorada e “procurava pontuar aspectos jurídicos que dariam suporte às medidas de exceção (GLO e Estado de Defesa)”. Já o General Freire Gomes afirmou que Torres participou de “algumas reuniões” e que atuava “explanando o suporte jurídico para as medidas que poderiam ser adotadas”. Anderson Torres negou e quer uma acareação frente a frente.

Procuradas, as defesas de Anderson Torres e do general Freire Gomes afirmaram que só se manifestarão nos autos do processo. O tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Junior preferiu não se pronunciar.

Fonte: Revista Exilio.

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