16 de junho de 2024 03:25
Lula comete crime ao pedir voto para Guilherme Boulos (PSOL) antes das eleições e diz que público presente no evento estava muito abaixo do esperado. Ele caracterizou o evento como "mal organizado".

Lula comete crime ao pedir voto para Guilherme Boulos (PSOL) antes das eleições e diz que público presente no evento estava muito abaixo do esperado. Ele caracterizou o evento como “mal organizado”.

Desafiando as leis eleitorais, Lula (PT), presidente eleito pelo TSE em 2022, pediu voto para o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos antes do permitido. Boulos é pré-candidato a prefeito da cidade de São Paulo pelo partido de estrema esquerda PSOL. A legislação eleitoral não permite campanha eleitoral antes do início das eleições. “Todo aquele que me apoiou em 89, 94, 98, 2002, 2006 e 2022 deve agora apoiar Boulos para prefeito de São Paulo”, declarou Lula em evento esvaziado em São Paulo.

Lula subiu ao palco, de mãos dadas com Guilherme Boulos, deputado federal e líder do movimento dos Sem-Teto, sinalizando uma aliança entre PSOL e PT para a corrida pela prefeitura da cidade nas eleições municipais deste ano.

O “Ato Unificado pelo Dia do Trabalhador e da Trabalhadora”, realizado no estádio do Corinthians, não alcançou a adesão esperada com pouco público mesmo com as principais lideranças da esquerda presente e com inúmeros shows de artistas agendados para o evento.

Políticos de esquerda, ativistas de movimentos sociais e shows de artistas se revezaram para animar um público bem pequeno de pessoas. Lula era o destaque principal do evento, que discursou por apenas vinte minutos, iniciando às 14h40. O evento foi transmitido pela TV PT, TVs estatais e por diversos canais de esquerda nas redes sociais, mas as transmissões foram cautelosas para não mostrar o baixíssimo público com poucas imagens do público e com o cuidado de serem bem fechadas próximas apenas do palco, evitando assim revelar o baixo comparecimento no estádio de Itaquera, bairro da Zona Leste de São Paulo.

Lula admitiu que o público presente estava muito abaixo do esperado. Ele caracterizou o evento como “mal organizado” e disse ter repreendido ao vivo Márcio Macêdo, secretário encarregado dos movimentos sociais, por essa falha. Após a reprimenda pública, Lula ameaçou Márcio Macêdo (PT) dizendo que “isso não vai ficar assim”. Mesmo com baixíssimo número de pessoas no evento, Lula tentou contornar a situação dizendo que “estou acostumado a falar para mil, para um milhão, mas também, se for necessário, falo apenas com a senhora maravilhosa que está aqui na minha frente”.

Antes da chegada do presidente, oradores vinculados a sindicatos ou movimentos sociais, mesmo diante do baixo número de pessoas, criticaram fortemente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e seus projetos de privatização, bem como o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Depois de Lula e outras lideranças de esquerda deixarem o local, o evento continuou no estádio do Corinthians com apresentações musicais de Dexter, Paula Lima, a bateria da Gaviões da Fiel, Afro-X, Ivo Meirelles e Sergio Loroza. No entanto, o público, já escasso, diminuiu consideravelmente após o discurso de Lula, deixando o local com suas bandeiras da CUT e de outras centrais sindicais. A hashtag #flopou rapidamente se destacou entre as mais populares no X/Twitter após o término do sem público.

Fonte: Revista Exílio.

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