16 de junho de 2024 02:59
A maior catástrofe natural da história do Rio Grande do Sul completa um mês nesta quarta-feira (29/5). Relembre os eventos mais marcantes

A maior catástrofe natural da história do Rio Grande do Sul completa um mês nesta quarta-feira (29/5). Relembre os eventos mais marcantes

As fortes chuvas que causaram a maior catástrofe do Rio Grande do Sul completam um mês nesta quarta-feira (29/5). Neste mesmo dia, em abril, foi registrado o primeiro aviso meteorológico de fortes chuvas na região, um alerta vermelho, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Era a anunciação da tragédia que, mais tarde, assolaria todo o estado.

Ao longo do período chuvoso e das enchentes, a região gaúcha chegou a números assustadores: 169 mortos, 806 feridos e mais de 2,3 milhões de afetados. Desses, 581 mil estão desalojados e 65 mil encontram-se em abrigos espalhados pelos 471 municípios que, de alguma forma, foram atingidos. Ao todo, 471 municípios foram comprometidos (94,7% do total). As informações são da Defesa Civil.

A população gaúcha e todo o Brasil puderam observar lugares memoráveis da história rio-grandense serem destruídos pela força da natureza. O Centro Histórico, praças, esculturas, os estádios Beira-Rio, do Internacional, e a Arena Grêmio, todos vítimas das águas. A rodoviária e o aeroporto de Porto Alegre foram fechados pois não tinham condições para operar.

Ainda não é possível mensurar o valor total da recuperação do estado, mas aponta-se que serão necessários bilhões de reais.

Entre tanta destruição, a realidade inteira de famílias foi virada do avesso. Muitas das casas destruídas ainda estavam no processo de reconstrução pelas chuvas de novembro do ano anterior. Os danos materiais, apesar de desoladores e gigantescos, não se comparam às vidas pedidas, aos animais de estimação que não puderam ser resgatados e toda a dor que a população gaúcha enfrenta.

Confira a linha do tempo da tragédia

Veja imagens:

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Vidas inteiras devastadas pelas águas

Mauro Dutra, de 33 anos, morador de Ilha da Pintada (RS), é uma das milhares de vítimas da tragédia. Ele, a esposa, os dois filhos, a sogra e o cunhado moram em uma região que sempre conviveu com enchentes “por ser bem onde termina o rio Jacuí e começa o Lago Guaíba”.

O homem relembra que durante os alagamentos de 2023 eles perderam parte dos móveis, mas ainda foi possível salvar algumas coisas. Infelizmente, nas chuvas deste ano, a situação foi muito pior e o cenário bem diferente: a família perdeu tudo. Por sorte, e com muito esforço, conseguiram salvar o carro.

Mauro relata que alguns familiares se arriscaram e não saíram das residências, num primeiro momento: “Minha avó e minhas irmãs tentaram ficar mais um pouco, achando que não ia dar nada, e tiveram que ser resgatadas nos barcos”, contou.

O gaúcho define a situação do estado como “triste” e “desoladora”. O sentimento que prevalece, segundo ele, é o medo.

“Medo. Não só de novas chuvas fortes, mas também de precisar abandonar o local que cresci. Sinto muita dor no coração só de pensar na possibilidade”, desabafa.

Fonte: Metrópolis.

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