Espionagem global: FBI expõe ataque cibernético da China

Hackers chineses invadiram redes em 80 países e espionaram até líderes dos EUA
A ameaça invisível que cruzou fronteiras
O FBI revelou uma das maiores operações de espionagem cibernética da história recente, atribuída ao grupo chinês conhecido como Salt Typhoon. O ataque, inicialmente restrito a empresas de telecomunicações dos Estados Unidos, expandiu-se para mais de 80 países, comprometendo redes críticas e dados sensíveis de cidadãos, empresas e governos2.
🕵️♂️ Escopo da invasão: mais que espionagem convencional
Segundo Brett Leatherman, diretor assistente do FBI, os hackers acessaram mais de um milhão de registros de chamadas, incluindo mensagens de texto e dados de localização de mais de 100 norte-americanos. A operação também teria espionado o então presidente Donald Trump e outros líderes políticos.
Além disso, os invasores conseguiram penetrar sistemas federais responsáveis por pedidos judiciais de interceptação de redes, o que gerou alarme entre autoridades locais. “Este é um dos vazamentos de espionagem cibernética mais significativos que vimos aqui nos Estados Unidos”, afirmou Leatherman.
📡 Empresas afetadas: gigantes sob ataque
Entre as operadoras atingidas estão Verizon, AT&T e T-Mobile. A Verizon confirmou uma invasão no início do ano. A AT&T relatou que a China mirou um pequeno número de indivíduos de interesse de inteligência estrangeira. Já a T-Mobile afirmou que suas defesas impediram o acesso a dados sensíveis.
O FBI notificou cerca de 600 empresas sobre riscos potenciais, com base em vulnerabilidades identificadas em suas redes. A agência também emitiu um memorando técnico com orientações para detectar e mitigar os ataques.
🌍 Impacto global: espionagem sem fronteiras
A campanha Salt Typhoon comprometeu redes de telecomunicações, transporte, energia e hospedagem em diversos países. Em alguns casos, os hackers implantaram pontos de reentrada ocultos em softwares e dispositivos, permitindo futuras invasões.
Leatherman destacou que o ataque foi mais abrangente e aleatório do que o padrão habitual de espionagem entre países. “Esse alvo global indiscriminado está fora das normas das operações no ciberespaço”, disse.
🔍 Técnicas utilizadas: exploração de vulnerabilidades
Os hackers exploraram falhas conhecidas em softwares e equipamentos de rede, como roteadores corporativos, desviando tráfego sensível e obtendo acesso profundo aos sistemas das vítimas. O memorando emitido pelo FBI contou com a assinatura de órgãos dos EUA, Reino Unido, Canadá, Finlândia, Polônia e República Tcheca.
🧭 Reação internacional: alerta conjunto
A aliança de inteligência Five Eyes e países europeus se uniram ao FBI para emitir um alerta global. O comunicado reforça a preocupação internacional com a sofisticação da operação e a ameaça contínua representada pelo grupo chinês.
🇨🇳 Resposta da China: negação e contra-acusação
O governo chinês negou envolvimento nos ataques. Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, afirmou que os EUA não apresentaram “provas conclusivas e confiáveis” ligando os ataques ao governo chinês. “A China se opõe firmemente e combate todas as formas de ataques cibernéticos e crimes cibernéticos”, declarou.
🛡️ Medidas de proteção: o que fazer agora?
Diante da gravidade da ameaça, o FBI recomendou que cidadãos americanos utilizem aplicativos de mensagens criptografadas para proteger suas comunicações. Empresas devem revisar suas infraestruturas digitais e aplicar atualizações de segurança em equipamentos de rede.
📣 Um alerta para o mundo
A operação Salt Typhoon representa um divisor de águas na segurança cibernética global. Com alvos espalhados por dezenas de países e técnicas avançadas de invasão, o caso reforça a necessidade de cooperação internacional e vigilância constante. O ciberespaço, antes visto como território técnico, tornou-se palco de disputas geopolíticas silenciosas e perigosas.
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📚 Fonte: Olhar Digital e Exame.
Da Redação.
Jornalista
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