15 de abril de 2024 22:33
A sede da União Europeia (UE) em Bruxelas foi cercada por barreiras de concreto e arame farpado nesta segunda-feira (26/02). Produtores rurais de diferentes partes da Europa seguirão com protestos.

A sede da União Europeia (UE) em Bruxelas foi cercada por barreiras de concreto e arame farpado nesta segunda-feira (26/02). Produtores rurais de diferentes partes da Europa seguirão com protestos.

Na Europa, os protestos frequentes de produtores rurais em frente a sede da União Europeia obrigou a montagem de barreiras dos organizadores nesta segunda-feira, dia 26 de fevereiro.

As manifestações continuas representam mais uma demonstração de força dos agricultores, que têm realizado uma série de manifestações nas últimas semanas contra as políticas agrárias da UE e a concorrência com produtos estrangeiros de custo mais baixo.

Do lado de dentro das barreiras, os ministros buscavam demonstrar sensibilidade às demandas dos produtores. A presidência rotativa da UE, atualmente sob responsabilidade da Bélgica, reconheceu que as preocupações dos agricultores incluem o peso das políticas ambientais, uma queda na assistência do sistema de subsídios agrícolas e o impacto dos ataques russos na oferta de grãos da Ucrânia.

O ministro da Agricultura francês, Marc Fesneau, compartilhou com os poucos repórteres autorizados pela polícia a entrar no prédio que “é necessário enviar sinais imediatos para mostrar aos agricultores que algo está mudando, não apenas a curto prazo, mas também a médio e longo prazo”. No último sábado (24/02), o presidente francês Emmanuel Macron enfrentou vaias e apitos na abertura da Feira Agrícola de Paris, onde agricultores expressaram descontentamento com o suposto apoio insuficiente.

O ministro da Agricultura irlandês, Charlie McConalogue, salientou que a prioridade deve ser a redução da burocracia administrativa. A União Europeia deve garantir que as políticas sejam “diretas, proporcionais e o mais simples possível para os agricultores implementarem”, afirmou.

Este movimento ganhou mais impulso em meio às campanhas eleitorais por toda a Europa, programadas para ocorrer entre os dias de 6 a 9 de junho de 2024, e já apresentou resultados: no início do mês, a Comissão Europeia suspendeu uma proposta que condenava o uso de defensivos agrícolas em resposta aos protestos dos agricultores, que representam uma base eleitoral significativa. Espanha, Holanda e Bulgária foram alguns dos países alvo de protestos nas últimas semanas.

Fonte: Revista Exílio – Terça Livre

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