23 de abril de 2024 04:57
O delegado da Polícia Federal, Bruno Calandrini, encarregado da operação que investigou a liberação irregular de verbas do Ministério da Educação durante o governo Bolsonaro, foi indiciado por abuso de autoridade.

O delegado da Polícia Federal, Bruno Calandrini, encarregado da operação que investigou a liberação irregular de verbas do Ministério da Educação durante o governo Bolsonaro, foi indiciado por abuso de autoridade. Conforme o relatório conclusivo da investigação, Calandrini admitiu a inclusão de informações falsas no caso. Ele teria realizado entrevistas com funcionários públicos sem autorização, visando uma suposta investigação sobre o envolvimento de policiais, e será responsabilizado por abuso de autoridade, prevaricação e inserção de dados falsos.

O relatório também aponta que o delegado desrespeitou o processo regular de investigação envolvendo policiais federais em possíveis crimes. Ele teria, inclusive, mantido a investigação em sigilo sem justificativa aparente, ao invés de seguir o protocolo padrão, que envolve a instauração de um inquérito policial pela Corregedoria de Polícia, a comunicação ao Ministério Público e a designação de um membro para acompanhar a investigação.

De acordo com informações divulgadas pelo Poder 360, os depoimentos de João Batista Silva Barbosa, Diretor de Administração Penitenciária, Vinicius Araújo de Lima, delegado da Polícia Federal, Samuelson Yoiti Igaki, Secretário de Estado de Administração Pública, e Carlos Olavo Silveira, Diretor de Inteligência da SEAP, foram excluídos dos registros investigativos. Eles ocupavam seus cargos na ocasião da prisão do ex-ministro e, segundo Calandrini, teriam contribuído para a libertação de Milton Ribeiro da detenção.

Prisão do ex-ministro ocorreu no âmbito da Operação Acesso Pago

Milton Ribeiro, então ministro da Educação, foi preso preventivamente no âmbito da Operação Acesso Pago, em junho de 2022, mas foi solto no dia seguinte. Na época, a decisão de soltar Ribeiro e os demais envolvidos no caso atendia a um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-ministro. O desembargador Ney Bello argumentou que Milton Ribeiro não integrava mais o governo e que os fatos investigados não eram atuais, portanto, não se justificava a prisão. Foi nesse momento que Calandrini enviou mensagens a colegas afirmando ter havido “interferência nas investigações contra Milton”. O delegado também afirmou que houve tratamento diferenciado para o ex-ministro.

FONTE: The Epoch Times

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